Jesus – Nossa Páscoa para a Eternidade

A palavra páscoa provém do hebraico (PESAH) e significa "passagem", "pular além" ou ainda "passar por cima". Tanto no Velho quanto no Novo Testamento, podemos entender pelo menos de duas maneiras. Sua origem está registrada em Êxodo 12, quando Deus dá ordem expressa a Moisés para realizar a primeira páscoa o que em seguida se tornaria uma Lei perpétua para os Judeus. Nas instruções dadas por Deus, deveria haver o sacrifício de cordeiros, puros, sem defeito. O sangue deveria ser aspergido nos umbrais e na verga das portas. O objetivo era claro, como descreve os versos12 e 13: “para que o anjo da morte, ao "passar"(páscoa) por todo Egito, matando todos os primogênitos, nas casas onde houver a marca do sangue passarei por cima (páscoa) e não haverá entre vós praga para vos destruir, quando eu ferir a terra do Egito”. Haviam os elementos que compunham a páscoa conforme verso 8: “carne assada ao fogo - purificação; pães sem fermento(ázimos) - pureza e ervas amargas - sofrimento do cativeiro”. E também a maneira correta de comer a páscoa, como descreve o verso 11 “bem vestidos, com sapatos nos pés, cajado na mão e com pressa” e também a descrição de quais eram estes elementos, uma vez que estes representavam a santidade de Deus frente ao sofrimento de seu povo e a necessidade de constante purificação. Este rito era usado no Velho Testamento, dando a conotação da passagem do Senhor pelo arraial, resultando na passagem pelo mar vermelho como símbolo de libertação do povo em busca da terra prometida.

No Novo Testamento, Jesus mudou o sentido da páscoa, João Batista em João 1.25 já o tinha apresentado, como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

A páscoa foi bem redefinida na última Santa Ceia (Lucas 22.7-20), onde Jesus resume os elementos da páscoa em apenas pão e vinho, elementos que simbolizam corpo e sangue, não de um Cordeiro qualquer, mas de si mesmo. Ele foi enfático e determinativo nos Versos 19 e 20, quando afirmou: “o pão é meu corpo e o vinho o meu sangue”.

A páscoa no Novo Testamento tem a conotação de morte, de sofrimento, todavia o mais importante e singular, a passagem (páscoa) da morte para a vida. "Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância" (João 10.10). Portanto, a páscoa do cristão é rememorada em toda Santa Ceia, embora o mundo cristão reserve apenas alguns dias do ano para enfatizar o maior e mais importante acontecimento na história do mundo, a ressurreição de Jesus Cristo. Daí, afirmamos sem sombra de dúvida, páscoa não é festa mundana, não são ovos de chocolate, não tem coelho envolvido, não é para aumentar a venda no comércio. Páscoa é sofrimento, morte, dor, renúncia, sacrifício, mas acima de tudo páscoa é amor "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha vida Eterna” (Jo 3.16).

Páscoa é também esperança, é ressurreição, é vida, é a plena certeza de que aquele que aceita Jesus como Salvador e permanece fiel a Ele, terá a sua passagem garantida para a nova Jerusalém. Porque Jesus Cristo é a nossa páscoa para a Eternidade e isso nos foi garantido através do seu nascimento, morte e ressurreição.

Pastor José Azemar Luna Sales
PRESIDENTE DA DIRETORIA NACIONAL

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